Reverso.

"Yin.Yang". Fotografia de Koichiro Kurita. 2002.
Escrever
um reverso
é visitar
um lugar
improvável.
Como acariciar
uma nuca
a contrapelo
e cometer
um poema
porque
o veludo quente
de um seio
nos interpela
incontinente
dos bordos
da blusa.
Ou
aspirar
à ciência
infusa
das marés
porque habitados
pelo marulhar
distraído
do sangue.
Vaga
que se alteia
e derrama
o verso
é outra história.

